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No Sul da Ásia, num país onde prevalece o hinduísmo,um pastor plantou uma igreja e já contava com oito membros. Seu trabalho de evangelização começou logo depois que aceitou a Cristo como Salvador. As pessoas começaram a ver naquele homem não o que ele falava, mas como ele agia. Uma grande força atraía as pessoas até ele, era o amor de Jesus em sua vida. Muitas pessoas se achegavam a esse pastor dizendo: “Eu quero conhecer o seu Deus. Ele é um Deus verdadeiro”.

Mas num determinado dia,esse irmão recebeu a visita de 60 homens em sua casa. Eles o levaram para uma praça pública,rasparam metade do seu cabelo e começaram a espancá-lo. Nosso amigo pastor foi colocado em cima de um jumento e humilhado. Naquele momento, ele só se lembrava de quando Jesus foi levado para a morte em cima de um jumento. Ele foi duramente açoitado e, ao ver a cena, a polícia não fez nenhum tipo de investigação; simplesmente o levaram para a prisão. Na cadeia, ele não conseguia comer; estava preocupado com seus quatro filhos,principalmente com as duas meninas, porque no Sul da Ásia as mulheres são exploradas em situações de prostituição.

Tempos depois, o pastor foi solto. Seu caso foi parar na televisão, e jornais e nossos missionários na região o procuraram para oferecer cuidado e ajuda. Foi um encontro de oração e para conversar. A dor maior daquele homem era não poder falar de Jesus ao seu povo. Com tantas necessidades físicas e financeiras para se recuperar de tamanho trauma e fazer sua igreja crescer, aquele homem fez um único pedido aos nossos missionários: “Peça ao seu povo que ore por mim e minha família”. Ele queria aumentar a sua fé, a sua coragem e voltar para a sua vila para continuar anunciando-lhe o caminho, a verdade e a vida.

Nosso missionário Fábio Costa confessa que se sentiu envergonhado, pois estava ali disposto a ajudar financeiramente.E aquele pastor, ao se despedir do Pr.Fabio, segurou-lhe pelo braço e disse:“Diga à igreja brasileira que a minha igreja, mesmo debaixo dessa perseguição toda, vai orar por ela, para que desperte e tenha coragem para testemunhar onde está, porque no Brasil não há perseguição”.

Márcia Pinheiro, Jornalista – Junta de Missões Mundiais.
(Extraído da Revista do Promotor 2018, p. 13)

 

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