“O povo de Israel e de Judá que habitava nas cidades de Judá também trouxe o dízimos de bois e ovelhas e o dízimo das coisas dedicadas, consagradas ao SENHOR, seu Deus, e depositaram-nos em montões’”
2 Crônicas 31.6

Esse é um texto muito interessante que encontramos na Bíblia Sagrada. Vemos nele os filhos de Israel entregando ao Senhor os dízimos com uma generosidade extraordinária. Clyde T. Francisco chega a declarar, “pareceu surpreender os sacerdotes que tantas pessoas contribuíssem com seus dízimos, pois não havia sido esta uma prática regular”(Comentário Bíblico Broadman, vol 3, p. 434). Os dízimos e ofertas eram, de acordo com 2 Crônicas 31.6, depositados “em montões”. Isso demonstra a generosidade que estava presente na vida dos filhos de Israel. A generosidade é tão importante que “transforma as nossas ofertas em atos muito agradáveis para nós e para Deus (2 Cr 8;9)” (Bíblia de Aplicação Pessoal).

Também aprendemos que a generosidade está ligada diretamente à adoração. No Comentário Bíblico Vida Nova lemos: “O que Ezequias tem em mente aqui é a continuidade da adoração a Deus, que havia tido um início tão promissor”(p. 634). E, nesse mesmo sentido afirma o comentarista Wiersbe: “Um povo que adora de coração sempre será um povo generoso, especialmente quando seus líderes dão o exemplo, e Judá não foi exceção”(Comentário Bíblico Expositivo, vol 2, p. 560). A adoração verdadeira está intimamente ligada à nossa contribuição para com a obra de Deus, aliás, ela abrange todas as partes do culto, ou seja: “o cântico, a oração, a leitura bíblica, a oferta, o sermão, as ordenanças”(CONNER, Walter. T. O Evangelho da Redenção. Rio de Janeiro: JUERP, 1981, pp. 228-229).

A generosidade não ficou restrita ao Antigo Testamento, ela aparece diretamente na Segunda Carta de Paulo aos Coríntios. Lemos no capítulo 8:1,2 o seguinte: “Irmãos, quero que saibais como a graça de Deus foi concedida às igrejas da Macedônia, pois a intensidade da alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em riqueza de generosidade, e isso em dura prova de tribulação”. Paulo não fala apenas de uma simples generosidade, mas de uma “riqueza de generosidade”. Essa era muito importante porque vinha de um povo pobre, mas pronto a contribuir. John Stott chega a dizer que , “A generosidade daquele povo é um derramamento da generosidade de Deus” (A graça de contribuir: o dinheiro e o evangelho. São Paulo: Editora Vida, 2018, p. 15).

Que o Senhor nos ajude a fim de que possamos contribuir com generosidade! Seu pastor e amigo,
J. Laurindo